Herdeiros da Escravatura | Herdeiros da Escravatura
Bafejados pelas condições adversas de fome que, na década de 40 do século XX, assolou de forma impiedosa Cabo Verde, os colonos portugueses encontraram na contratação de serviçais cabo-verdianos uma fonte inesgotável de recursos capaz de empreender esta pesada tarefa. Para os desafortunados cabo-verdianos, o contrato representava a esperança e a única oportunidade de fugirem à fome e morte que reinava nas suas terras. Apesar de cientes do interesseiro aproveitamento da sua situação de desgraça, os cabo-verdianos abraçaram o contrato que lhes foi oferecido, envoltos numa mescla de sentimentos díspares, motivações variadas e sonhos de prosperidade nas terras férteis de São Tomé e Príncipe. A dura realidade das imagens e as resignadas expressões dos últimos contratados documentados neste livro, revelam-nos a severa vida outrora vivida em total dedicação à terra que abraçaram como sua e que, mais de quarenta anos depois, afirmam preferir morrer a terem de ficar sem ela.
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Herdeiros da Escravatura

Legado dos contratados cabo-verdianos em São Tomé e Príncipe

Bafejados pelas condições adversas de fome que, na década de 40 do século XX, assolou de forma impiedosa Cabo Verde, os colonos portugueses encontraram na contratação de serviçais cabo-verdianos uma fonte inesgotável de recursos capaz de empreender esta pesada tarefa. Para os desafortunados cabo-verdianos, o contrato representava a esperança e a única oportunidade de fugirem à fome e morte que reinava nas suas terras. Apesar de cientes do interesseiro aproveitamento da sua situação de desgraça, os cabo-verdianos abraçaram o contrato que lhes foi oferecido, envoltos numa mescla de sentimentos díspares, motivações variadas e sonhos de prosperidade nas terras férteis de São Tomé e Príncipe. A dura realidade das imagens e as resignadas expressões dos últimos contratados documentados neste livro, revelam-nos a severa vida outrora vivida em total dedicação à terra que abraçaram como sua e que, mais de quarenta anos depois, afirmam preferir morrer a terem de ficar sem ela.

“Contratados”

“Herdeiros da Escravatura” expõe um olhar sobre a alma dessas mulheres e desses homens e tenta desmontar a tese da inevitabilidade da situação em que esses seres caíram. Este prefácio procura ajudar a encontrar a etiologia da situação que não é de geração espontânea. O abandono a que as populações rurais do arquipélago de Cabo Verde foram votadas pelo regime de Oliveira Salazar; o aproveitamento que os Comissários ad-hoc e as empresas de subcontratação instaladas no arquipélago tiraram da situação desses desgraçados; os ganhos que as companhias de navegação tiveram com o transporte de escravos ‘contratados’; as luvas e as gasosas que mudavam das mãos dos patrões exploradores para as de autoridades corruptas; enfim, um sem número de situações e de meliantes que se lambuzaram nesse negócio da morte lenta, contribuíram decisivamente para a desgraça desses nossos irmãos, deixando-os na situação de vulnerabilidade em que a lente do Pedro Matos e o sentir conjunto com o Luís Neves os encontraram.

Compreender o essencial dos fenómenos que estiveram na origem do actual estado de coisas e investir em programas que desmontem os acidentes geométricos que determinaram a sorte de seus pais e avós (o CÍRCULO vicioso; o TRIÂNGULO de impotências e as MENTES quadradas, que têm mantido a situação em banho-maria) e na EDUCAÇÃO HOLÍSTICA são passos dados no sentido certo: a libertação dos Herdeiros da Escravatura.

Olhar cada foto desta magnífica obra e deixar-nos transportar para um lugar onde queremos mudar a página da história, fixar a beleza única que há em cada criança, homem e mulher, independentemente do traje esfarrapado, da escada quebrada, da linha de ferro coberta pela vegetação, é lembrar sempre, em cada segundo, em cada folhear de página, que a dignidade humana é inegociável.

 

Lígia Dias Fonseca in  Prefácio

Galerias

Relatos na Primeira Pessoa

Mais de cinquenta relatos na primeira pessoa com os porquês da emigração para São Tomé, o modo de vida no tempo colonial, o desencanto da independência e a degradação das condições de vida das comunidades cabo-verdianas em terras do equador.

Maria Lopes Brito

Francisco Lopes

Francisco João Delgado

Eduarda Cruz Semedo

João Egídio Vaz

Maria Augusta Ribeiro

Maria Fátima Brito

Francisco Gomes Semedo

Agostinha Lopes Vaz

Lucinda Barbosa Vicente

Eulália Mendes Costa

Joana Lopes

Manuel Cândido Coronel

Máxima Amarante Pereira

João Ferreira Lopes

Paula Pereira e Manuel Cabral

Autores

Luís M. Neves

Nasceu em Luanda, Angola, em 1959. Cedo se iniciou no mundo do trabalho, primeiro como aprendiz de artes gráficas na Imprensa Nacional de Angola, depois como quadro efetivo no departamento de finanças. Mais tarde, ingressou funções nos serviços de contabilidade da Companhia de Diamantes de Angola. Com 26 anos de idade foi viver para Portugal onde deu continuidade à sua carreira profissional em importantes empresas internacionais ligadas à contabilidade e auditoria. Em 1990, regressou a Angola para se dedicar à contabilidade, auditoria e consultoria económica e financeira, contribuindo para a formação de muitos jovens profissionais angolanos. Em simultâneo com a sua atividade profissional, manteve durante vários anos, funções de dirigente desportivo em diversas modalidades e órgãos associativos, com particular destaque para o ciclismo. Em 2005, dirigiu e coordenou a revista económica Executivo Angola. Filho de pais cabo-verdianos, Luís Neves nunca esqueceu as raízes, vindo a conhecer Cabo Verde já adulto. Sempre revelou um profundo gosto pela música e cultura de Cabo Verde o que o levou a fundar, em 2011, a publicação cabo-verdiana Nós Genti na qual desempenha as funções de diretor editorial.

Pedro Matos

Nasceu em Aveiro, Portugal, em 1970. Desde sempre trabalhou na área da comunicação, quer ao nível do marketing e comunicação empresarial, quer em projetos editoriais de informação. Na década de 90 realiza as suas primeiras viagens a Moçambique. África irá ser determinante na forma como passa a observar e a analisar o mundo. Em 2000, assume funções de diretor de comunicação e marketing num grupo empresarial angolano. Os dez anos que passou entre Portugal e Angola apenas serviram para intensificar ainda mais a paixão que sente pelo continente africano. Coordenou ainda o projeto editorial Executivo Angola, uma publicação especializada sobre a economia angolana. Atualmente, além de trabalhar em vários projetos empresariais ligados à comunicação, é ainda o responsável pela coordenação gráfica e editor fotográfico da revista cabo-verdiana Nós Genti. A fotografia, além de ser uma ferramenta indispensável em todos os seus trabalhos, é também uma imensa paixão. Fotógrafo humanista e documental, é um apaixonado pela imensa diversidade cultural da humanidade.

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Uma Obra de Colecionador

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Livro de grande formato
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325 x 240 x 40mm

Capa Dura

Capa dura forrada a tela IRIS com gravação em relevo. Sobrecapa plastificada a mate com verniz reservado.

Impressão Duotone

347 fotografias magnificamente impressas em duotone e acabadas com verniz UV mate

Papel CONDAT© Mate

504 páginas impressas em papel CONDAT© Mate de 150 grs e finalizadas a verniz UV